Caraguá Verde: Uma forma sustentável de Informar!
Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Conheça Nosso Litoral: Centro histórico de São Sebastião

São Sebastião é conhecida internacionalmente, berço de belas praias e de uma natureza impecável a cidade guarda uma vasta história desde os tempos coloniais. Casarões ainda mantem a imponência de uma época em que grandes barões imperavam na região com o ciclo da cana de açúcar. Com seus 377 anos é a cidade mais antiga do Litoral Norte e de  grande importante durante os primeiros anos do Brasil colônia. 


Características Arquitetônicas dos Prédios Históricos de São Sebastião: 

Convento Nossa Senhora do Amparo

 Convento de Nossa Senhora do Amparo
Foto: Passaport On -line
Os franciscanos instalaram-se, em 1650, no atual bairro de São Francisco, onde fundaram o Convento de Nossa Senhora do Amparo; trata-se de uma construção com fachada típica das Igrejas Franciscanas deste período.

O interior da construção também apresenta características comuns às Igrejas mais simples da época colonial. Nave única, capela-mor separada da nave por arco-cruzeiro. A construção demonstra solidez das construção em pedra, com ornamentação, vergas, obreiras e cunhais em pedra.

Igreja Matriz de São Sebastião

Igreja Matriz de São Sebastião
Foto: Divulgação PMSS

Prédio em pedra entaipada construído em fins do século XVII, foi reconstruído por volta de 1819. No final do século XVIII a Matriz já se encontrava em mau estado de conservação: em vistoria de mestres - pedreiros constatou-se que na construção em taipa e alicerce em pedra foi usado barro e areia, mas muito pouco ou nenhuma porção de cal. A partir de 1819 a Igreja possui o mesmo aspecto de hoje, salvo algumas reformas laterais e internas. Pode-se considerar que sua fachada e planta baixa possuem inspiração jesuítica (em seu frontão triangular, apenas uma porta principal, nave separada da capela-mor por arco cruzeiro comuns nas Igrejas mais simples dos setecentos).

Casa da Câmara

Símbolo da autoridade instituída, a Casa de Câmara e Cadeia de São Sebastião acompanha carcaterísticas da arquitetura civil do século XVIII: fachada simétrica, onde a porta central é flanqueada por dois tramos de janelas iguais de cada lado.Guarda ainda aspectos comuns a esse tipo de prédio público da época como a escada do lado externo. Casas de Câmara com telhados de quatro águas e arcaria no pavimento térreo são comuns em Portugal do século XVI ao XIX. 

A Casa de Câmara e Cadeia de Mariana (MG), por exemplo, possui as mesmas características de São Sebastião. Uma comparação mostra a simplicidade plástica da última, que possui cunhais, cornijas em estuque e quase nenhuma ornamentação. 

Por suas características arquitetônicas e construtivas, a Casa de Câmara e Cadeia de São Sebastião pode ser da segunda metade do século XVIII. 

Além disso, toda Vila com poder instituído deveria possuir sua Casa de Câmara e Cadeia. Ao lado desse edifício ficava o pelourinho, um dos símbolos do poder colonial.

Casa Esperança
 
Testemunho da prosperidade de São Sebastião na segunda metade do século XVIII, a Casa Esperança possui a maioria dos aspectos característicos da arquitetura civil e urbana do século XVIII. Sua construção é em pedra e cal, técnica que usa argamassa de cal e areia.Apresenta distribuição comum à época: andar térreo - saguão de entrada e escada, loja com depósito, peças para trabalhos domésticos ou guardados; sobrado grande, sala de frente em comunicação direta com a varanda da fachada, corredor central com fileiras de alcovas, salão de jantar e de estar com escada externa para o quintal e cozinha nos fundos. A fachada também é típica do século XVIII, possui disposição simétrica e ornamentação em pedra. O teto das salas principais é chamado "teto de gamela ou de armação", possui pinturas originais nas três salas nobres da frente, com paisagens cariocas do século XIX. As peças em pedra são símbolo de riqueza; algumas vinham de Portugal.

Fazenda Santana 

É um exemplo de engenho de açúcar. Construída em 1743, possui um sobrado de pedra entaipada, que abriga a residência, a Capela ornamentada com pinturas trabalhadas em ouro. A propriedade compreende também um aqueduto de pedra, senzalas, um canavial, zonas da mata para lenha, pastos onde todo trabalho era feito por mão-de-obra escrava. É uma propriedade particular, mas com permissão dos donos pode-se visitar a casa grande, e demais dependências da fazenda, inclusive a antiga "Casa da Farinha" com o tombo d’água, roda de fábrica e pilões. Dia 26 de julho é realizada a "Festa de Santana", padroeira da Fazenda.

Capela de São Gonçalo - Museu de Arte Sacra

Capela de São Gonçalo - Museu de Arte Sacra
Foto: Divulgação PMSS
Em 1969, o CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arqueológicoe e Turístico do Estado de São Paulo) tombou a Capela de São Gonçalo. Seu precário estado de conservação, fez com que, em 1980, fosse instalado o Museu de Arte Sacra de São Sebastião.Cerca de dez anos depois, a falta de manutenção adequada fez com que a Capela e os equipamentos do museu necessitassem de obras novamente. Com a criação de uma estrutura municipal, em 1992, foi possível iniciar um trabalho de restruturação do Museu. Em 1996, com o apoio de técnicos do IPHAN (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o trabalho foi concluído. 

As obras realizadas em 1996 procuraram devolver a integridade do monumento, sanando problemas de fissuras, cobertura, ataque de insetos xilófagos. Alguns elementos, como o altar-mor, o piso e telhamento devem ser objeto de futuras restaurações. A doação de novas peças, a recuperação da Porta do Passo e a colaboração da Igreja Matriz tornou possível a revitalização do acervo. Sendo assim, foi devolvido à comunidade um novo, mais atraente e significativo Museu de Arte Sacra.

Casa de Leis

A Casa de Câmara e Cadeia de São Sebastião remonta ao Séc. XVIII, edifício assobradado, em pedra e cal, de arquitetura típica de prédios públicos portugueses. No pavimento superior instalava-se a Câmara, já na parte térrea a Cadeia, onde ficava a Alcaidaria - Justiça. Até então o Conselho se reunia no Salão Paroquial ou em casa de algum político. O atual prédio da Câmara foi construído para ser residência e possui características típicas do séc. XVIII, construído em pedra e cal, foi alterado na déc. 50 com a troca de vitrôs e na déc. de 80 foi totalmente descaracterizado. Até 1920 a Câmara Municipal funcionava na antiga Casa de Câmara e Cadeia, hoje 20º Batalhão da Polícia Militar, a partir de 1921 com a aquisição deste prédio atual conforme Certidão do Registro de Imóveis, a Câmara ocupou até sua dissolução na déc. de 30, quando a Prefeitura passou a ocupá-lo. A partir de 1945 a Prefeitura e Câmara dividiram o espaço até a déc. 60 com a mudança do poder executivo e para a R. Sebastião Silvestre Neves.

* Dados retirados do Site Guia de São Sebastião
TURISMO
Rede ManacÁ
Valorizando nosso litoral
Por: Diego Cardoso

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Passos dos Jesuítas Anchieta – Um caminho de contemplação, história e fé



As quatro cidades do Litoral Norte fazem parte do Roteiro Passos dos Jesuítas. O trajeto é composto por uma trilha de 360 km, que passa por Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, São Vicente, Cubatão, Santos, Guarujá, Bertioga, São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba com o objetivo de promover o turismo histórico, cultural, religioso e de lazer por meio da peregrinação. 

A rota reproduz parte do caminho percorrido pelos jesuítas no século 14 no litoral de São Paulo, como os locais de catequização e os monumentos que estiveram integrados à vida e o legado de Anchieta. Isso permite ao interessado resgatar questões históricas, culturais, além de conhecer pontos turísticos da região. 

As rotas são monitoradas por chips de memória, inseridos em pulseira ou cartão, que registram a passagem pela cidade. Além de permitir que parentes e amigos acompanhem sua viagem, os trilheiros também podem postar mensagens, fotos e interagir com as redes sociais no portal do programa. 




CULTURA

sexta-feira, 19 de abril de 2013

19 de Abril: Dia do Índio


CULTURA: Historiadores afirmam que antes da chegada dos europeus à América havia aproximadamente 100 milhões de índios no continente. Só em território brasileiro, esse número chegava 5 milhões de nativos, aproximadamente. Estes índios brasileiros estavam divididos em tribos, de acordo com o tronco lingüístico ao qual pertenciam: tupi-guaranis (região do litoral), macro-jê ou tapuias (região do Planalto Central), aruaques (Amazônia) e caraíbas (Amazônia ).

Foto: Divulgação
Os indígenas que habitavam o Brasil em 1500 viviam da caça, da pesca e da agricultura de milho, amendoim, feijão, abóbora, bata-doce e principalmente mandioca. Esta agricultura era praticada de forma bem rudimentar, pois utilizavam a técnica da coivara (derrubada de mata e queimada para limpar o solo para o plantio).
O primeiro contato entre índios e portugueses em 1500 foi de muita estranheza para ambas as partes. As duas culturas eram muito diferentes e pertenciam a mundos completamente distintos. 

No ano de 1940 foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste continente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”.

No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia 19 de abril, que depois foi escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio.

Fonte: Acomprol

sábado, 13 de abril de 2013

Revelada a verdadeira origem do nome da Praia do Bonete, em Ilhabela


Foto: Guiadoviajante.com
Um Documento no Arquivo do Estado informa que, em 1608, Antônio “Bonete” recebeu a sesmaria da praia. As pesquisas são do Instituto Arqueológico de Ilhabela que também dão conta que no local houve um grande engenho de açúcar com mais de 90 escravos

As pesquisas arqueológicas e os levantamentos documentais resultaram em descobertas inéditas que ajudam a desvendar a verdadeira história da Praia da Bonete. Os estudos fazem parte do projeto de Gestão e Diagnóstico do Patrimônio Arqueológico de Ilhabela (GEDAI), do Instituto Histórico, Geográfico e Arqueológico de Ilhabela, coordenado pela arqueóloga Cintia Bendazzoli.

As pesquisas em todo o arquipélago são mantidas pela Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria da Cultura. “A cada nova descoberta não só resgatamos e ajudamos a preservar a história do arquipélago, como também estimulamos o turismo histórico”, destaca o prefeito Toninho Colucci.

Sítios arqueológicos indígenas recentemente localizados e cadastrados naquela região revelam que a Praia do Bonete, na região sul de Ilhabela, foi primeiramente ocupada há 1.050 anos pelos povos sambaquieiros, ou seja, grupos que construíam os “sambaquis”: monumentos funerários feitos de conchas nos quais eram sepultados os mortos. A datação foi obtida através de amostras coletadas em um dos sítios arqueológicos localizados e analisadas em um laboratório em Miami, EUA. As pesquisas revelaram ainda que, posteriormente, outros grupos indígenas vieram para a região. Eram populações indígenas Macro-Jê, ceramistas e horticultores, e que produziam grande diversidade de artefatos. Os povos Macro-Jê ocuparam a região do Bonete aproximadamente 350 anos atrás, deixando inúmeros vestígios arqueológicos nas tocas que utilizavam para se abrigar. A datação da ocupação pelos povos Macro-Jê foi obtida através da análise de fragmentos de utensílios de cerâmica deixados nos sítios arqueológicos provenientes dessas populações.

Sesmaria - Com a chegada dos primeiros colonizadores, os índios foram gradativamente sendo expulsos do seu território e as praias da região transformadas em Sesmarias e cedidas aos principais colonizadores e aliados do governador da capitania. Em 1608, explica a arqueóloga, a Sesmaria desta praia foi doada a Antônio Bonete e, por conta disso, ela passou a ser conhecida como Praia do Bonete, nome que perdura até os dias atuais.

As sesmarias eram terras que os reis de Portugal cediam para que os primeiros colonizadores as cultivassem garantindo ao Reino a posse do território e o lucro com a cobrança de impostos com a comercialização dos gêneros produzidos.
O documento da Sesmaria de Antônio Bonete foi localizado pela arqueóloga em levantamento documental realizado no Arquivo do Estado de São Paulo, e segundo a pesquisadora, põe fim à polêmica em torno da origem do nome da praia.

Com o tempo a Sesmaria de Antônio Bonete foi passada para seus descendentes, tendo funcionado naquela praia um grande engenho de açúcar que possuía mais de 90 escravos. A presença escrava no Bonete foi muito marcante, sendo até hoje conhecidas na região as histórias sobre a presença do escravo Estevam e sobre o caminho que utilizava para se deslocar pela mata. “A realização de levantamentos arqueológicos, pesquisas documentais e também as importantes datações dos sítios, vêm ampliando de maneira significativa o entendimento da verdadeira história da ocupação deste arquipélago, bem como, contribui para a valorização e preservação do nosso rico patrimônio cultural, histórico e arqueológico”, ressalta o secretário da Cultura de Ilhabela, Nuno Gallo.

As pesquisas arqueológicas em Ilhabela seguem a todo o vapor. A etapa de escavações arqueológicas que poderá revelar ainda mais sobre esta antiga ocupação sambaquieira - com de mais de mil anos na região do Bonete. A previsão é que tenham início ainda este mês, e será realizada em sítios de diferentes regiões da ilha, bem como nas ilhas da Vitória e dos Búzios. Os levantamentos documentais também terão continuidade e servirão como subsídio para o melhor entendimento da verdadeira história das praias do arquipélago.

Praia do Bonete – Localizado na região sul de Ilhabela, o Bonete conta com cerca de 70 famílias, é a maior comunidade caiçara do arquipélago. A comunidade preserva a riqueza de sua cultura tradicional, um exemplo é a Festa de Santa Verônica que acontece sempre na primeira semana de julho e que atravessa gerações. Ainda hoje, a ladainha é rezada em latim.

Antigamente, a festa de Santa Verônica também era o momento em que os moradores que deixavam a comunidade voltassem para confraternizar e visitar seus familiares.
Para se chegar ao Bonete pode-se ir de barco ou trilha. O local possui acesso por terra apenas para pedestres, a partir do bairro Sepituba. São 14km de caminhada, passando por diversas cachoeiras, entre elas a da Laje e a do Areado. A trilha exige boa forma física, percorrendo terreno acidentando e muitas vezes íngreme; o que costuma exigir uma caminhada superior a cinco horas, contando-se paradas para tomar banhos nas cachoeiras. A praia de areias claras e boas ondas para a prática do surfe é ideal para quem quer tranquilidade, contato com a natureza e com a cultura local.

Fonte: Prefeitura de Ilhabela