Caraguá Verde: Uma forma sustentável de Informar!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Secretário de Meio Ambiente considera prematuro parecer da Cetesb sobre camarões mortos em São Sebastião



O Secretário de Meio Ambiente de São Sebastião, Eduardo Hipólito, considerou prematuro o posicionamento da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), sobre o aparecimento de camarões mortos em praias do município. Enquanto a prefeitura suspeita de que o problema pode ter ocorrido por conta de recente vazamento de óleo no mar, a companhia atribuiu o acontecimento a possíveis correntes frias que podem ter atingido a região.
“Apesar dos indícios, é muito antecipado dizer que o aparecimento desses animais é em decorrência do acidente, porém, também é prematura a nota divulgada pela Cetesb, que indica que o acidente teria acontecido por conta desses crustáceos não serem da região e terem sofrido os efeitos de uma frente fria. Temos frente fria o ano inteiro e a gente nunca viu esse animal aqui”, disse.
A nota informa ainda que os crustáceos poderiam ser resultado da pesca de arrasto, que pescadores teriam descartado. Para Eduardo, esse é outro ponto questionável. De acordo com o secretário, quando isso acontece, outros tantos animais aparecem e esse animal é muito pequeno. “Ele tem um centímetro e meio e uma forma muito jovem, ou seja, escaparia de qualquer rede”, contou.
Segundo informações da Semam, foram recolhidas amostras dos animais, para que sejam feitas análises. O material já passou por uma pré-análise, feita pelo biólogo e pesquisador do Cebimar (Centro de Biologia Marinha) – USP, Marcos Tavares.
Eduardo Hipólito aproveitou para lembrar que o levantamento dos danos ambientais, preparado pela Semam e que seria apresentado nesta terça-feira (16), será divulgado até o final da semana.
Entenda o caso
Os camarões foram encontrados mortos desde domingo (14) na área atingida por óleo combustível que vazou do Tebar (Terminal Marítimo Almirante Barroso), no dia 5. Os camarões apareceram nas praias do Pontal da Cruz, Arrastão e São Francisco em grande quantidade.
O vazamento de óleo atingiu 11 praias em São Sebastião e embora a Petrobras afirme que houve vazamento de apenas 3,5 mil litros, a administração municipal calcula que entre 8 a 15 mil litros de óleo foram despejados no mar durante o acidente. A estatal foi multada em R$ 10 milhões pela Cetesb e em R$ 50 mil pela prefeitura de São Sebastião.
Fonte: Prefeitura de São Sebastião

terça-feira, 16 de abril de 2013

Cetesb investiga morte de crustáceos após acidente em praia do litoral norte



Foto:Ronaldo Alves de Sousa/Prefeitura de Ilhabela
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) investiga a morte de filhotes de crustáceos, semelhantes a camarões, encontrados na tarde de domingo (14) e nesta segunda-feira (15) em pelo menos dez praias de São Sebastião e Ilhabela, no litoral norte.
Segundo a Cetesb, a principal hipótese é que o problema tenha sido causado pela frente fria que alterou as correntes marítimas. Pescadores e prefeitura acreditam em outra tese - de que os crustáceos foram contaminados pelo óleo que atingiu 11 praias na sexta-feira (5) após uma válvula da Petrobras Transporte (Transpetro) ficar aberta por falha na segurança.
Segundo a Cetesb, normalmente, quando ocorre poluição, há mortandade de várias espécies de organismos. Neste caso, ocorreu a morte de uma única espécie de crustáceo. Entretanto, o órgão informou ainda que devido ao incidente recente na Transpetro, não se pode descartar a possibilidade de poluição. Para identificar o problema,  estão sendo realizados exames laboratoriais, tando dos crustáceos coletados quanto das amostras de água.
A Colônia de Pescadores de São Sebastião teme que as mortes irão comprometer a safra de camarões deste ano, prevista para começar em junho após o período de defeso. Segundo o diretor da colônia, Júlio César Manoel Serpa, de 41 anos, os crustáceos encontrados são camarões, a Cetesb informa que pode se tratar de krill que são crustáceos que vivem em águas frias.
“Isso nunca aconteceu na nossa praia. Uma montoeira de camarão morto encalhar assim. É claro que foi o vazamento que gerou isso. A época bate. Estamos todos preocupados com a safra. Foram muitos animais mortos”, disse Serpa ao G1. “Nossa venda caiu 60%", disse.
De acordo com a Transpetro, vazaram 3.500 litros de combustível marítimo no píer Almirante Barroso (Tebar)  - a Prefeitura de São Sebastião contesta a informação e diz que a quantidade é muito superior podendo chegar a até 12 mil litros.
Investigação
Marco Aurélio da Silva, capitão da Polícia Militar Ambiental em São Sebastião, informou que acionou a Cetesb para que seja identificada a causa do fenômeno. "Vamos ver de quem é a responsabilidade para definir o que será feito", afirmou ao G1.

Segundo ele, pelo menos quatro praias de São Sebastião – São Francisco, Olaria, Arrastão e Pontal da Cruz, todas em São Sebastião -, ficaram cobertas de crustáceos mortos. Em Ilhabela, o problema foi registrado nas praias da Siriúba, Armação, Barreiros, Viana, Saco da Capela e Itaquanduba.
“Não tem como afirmar que existe relação entre essas mortes e o vazamento. Por isso acionamos a Cetesb. Mas o vazamento foi o único evento que fugiu da normalidade nesses últimos dias”, afirmou. “Nossa preocupação é com outras espécies já que o camarão tem um papel importante na cadeia alimentar dos peixes”, disse.
Problema

O prefeito de São Sebastião, Ernani Primazzi, disse que o incidente gerou um impacto para toda a economia da cidade e que estuda um projeto de lei para auxiliar os pescadores nessa fase, até que o problema seja solucionado.

A Prefeitura de Ilhabela informou que fará a limpeza do local e encaminhará as imagens à Cetesb, 'visto que na semana passada houve derramamento de petróleo no Canal de São Sebastião'. A Transpetro informou que "todos os materiais recolhidos até agora foram enviados para análise, inclusive as amostras do camarão encontrado no domingo (14/3) e nesta segunda-feira (15/3), no Pontal da Cruz e na praia do Arrastão. Os resultados das análises serão encaminhados em relatório para o órgão ambiental".
Fonte: G1 - Vale do Paraíba e Região

Pescadores de São Sebastião decidem formar comissão para negociar com a Transpetro danos de vazamento



Pescadores dos quatro municípios do Litoral Norte se reuniram no último sábado (13), no Centro Cultural de São Sebastião Batuíra, e decidiram formar uma comissão para tentar chegar a um acordo com a Transpetro, subsidiária da Petrobras em São Sebastião.
A intenção, segundo o advogado da Colônia de Pesca Z-14, Fábio Castilho Gonçalves, é negociar com a Transpetro, que é um braço da Petrobras, para que eles se responsabilizem e indenizem aos pescadores prejudicados com o vazamento de óleo, ocorrido no último dia 5.
“Caso a comissão dos pescadores não chegue a um acordo com a Transpetro, a Colônia de Pesca Z-14 irá entrar com uma ação na Justiça, pedindo o pagamento da indenização aos pescadores que tiveram prejuízos com o acidente”.A comissão deverá ser formada por representantes das colônias de pesca dos quatro municípios, da secretaria de Meio Ambiente de São Sebastião e da superintendência de Pesca do Estado de São Paulo.
O secretário de Meio Ambiente do município, Eduardo Hipólito do Rêgo, relembrou que ficou sabendo do vazamento no mesmo dia em que ocorreu, por meio de um pescador e que a empresa ainda não procurou a prefeitura para conversar sobre o assunto. “Há uma semana que houve o acidente e ninguém da Transpetro me comunicou oficialmente”.
Hipólito também afirmou que o relatório ambiental está sendo feito pela secretaria do Meio Ambiente e que deve estar concluído até essa terça-feira (16). No relatório constarão os danos ambientais, sociais, econômicos sofridos por parte dos pescadores e ainda os possíveis erros operacionais, além de propostas da secretaria sobre o que deve ser alterado no Plano de Emergência da Transpetro. 
A Colônia de Pesca Z-14 também está fazendo um levantamento completo sobre os prejuízos de cada pescador com o acidente. Participaram da reunião representantes da Colônia de Pesca Z-14, Colônia de Pesca Z-8 (Caraguatatuba), Colônia de Pesca Z-6 (Ilhabela), da secretaria de Meio Ambiente de São Sebastião, da Liga Brasil de Responsabilidade Socioambiental (Libres), da Confederação Nacional dos Pescadores, além de vários pescadores dos municípios da região.
Vazamento
O vazamento de combustível marinho ocorreu no píer de atracação dos navios petroleiros do Terminal Marítimo Almirante Barroso (Tebar), da Transpetro, subsidiária da Petrobras, na noite do último dia 5. Pelo Tebar passam 55% de todo o petróleo consumido no País. Somente em São Sebastião foram atingidas pelo óleo 12 praias, além das praias de Ilhabela e Caraguatatuba.
Fonte: Prefeitura de São Sebastião

Conheça Nosso Litoral: Projeto Tamar

Foto: Divulgação Projeto Tamar
O Projeto foi Inaugurado em 1991 fica 262 km da capital e é a única base do Tamar  localizada em área urbana. Foi a primeira base instalada pelo Tamar em área de alimentação no litoral brasileiro. Como tradicional e antigo porto do litoral paulista, conta com uma frota pesqueira significativa. Há, por isso mesmo, elevada incidência de capturas incidentais na pesca, especialmente nas pescarias artesanais costeiras. As tartarugas verdes (Chelonia mydas) ficam presas principalmente nos cercos flutuantes, arte de pesca tradicional na região que mantém redes fixas próximas aos costões rochosos, locais de pastoreio desta espécie. 

Foto: Divulgação Projeto Tamar

Capturas de tartarugas cabeçudas (Caretta caretta) e de pente (Eretmochelys imbricata) também já foram registradas em redes de arrasto de camarão. Já das redes de deriva, usadas em alto mar para pesca do cação, resultaram alguns registros de captura da tartaruga de couro (Dermochelys coriacea). Entretanto esta pesca não é mais praticada no município.
A base faz o monitoramento da captura incidental de tartarugas marinhas nas redes de emalhe e nos cercos flutuantes. Equipes do Projeto atendem os chamados dos pescadores para marcar e soltar os animais capturados, além de ensinar as técnicas para reanimar as tartarugas que estejam afogadas– presas na rede, não conseguem subir à superfície para respirar.
Com a ajuda dos pescadores, comunidade e turistas, as tartarugas doentes, feridas e debilitadas que precisam de cuidados especiais são encaminhadas ao Centro de Reabilitação da base de Ubatuba, onde são tratadas, recuperadas e liberadas de volta ao mar.
Como Visitar?
Foto: Divulgação Projeto Tamar

Endereço: Rua Athanazio da Silva, 273, Jd. Paula Nobre - CEP 11.680-000 - 
Telefax (12) 3832-6202/7014 
E-mail tamaruba@tamar.org.br
* Dados retirados do Site Projeto Tamar
TURISMO
Rede ManacÁ
Valorizando nosso litoral
Por: Diego Cardoso

Cadastramento de entidades para renovação do Conselho Gestor da da APA Marinha LN termina nesta quarta-feira, 17

Foto: Divulgação Fundação Florestal

Nesta quarta-feira,17, encerra-se o período de cadastramento para as entidades interessadas em participar do Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental Marinha do Litoral Norte (APAMLN) e Área de Relevante Interesse Ecológico de São Sebastião (ARIESS) para o biênio 2013/2014. Os interessados devem comparecer aos locais determinados para cada município, munidos dos documentos necessários.
No próximo dia 23, a eleição dos representantes da sociedade civil organizada que irão compor o Conselho Gestor. O evento acontecerá na E.M.E.F. Antônio de Freitas Avelar, situada na Rua João Marcelo, 302, Bairro Estrela D’alva, Caraguatatuba/SP a partir das 17h. Já a posse dos novos conselheiros será dia  25 de abril, a partir das 14h,  no Centro de Visitantes do Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Caraguatatuba, localizado na Rua do Horto Florestal, 1200, Bairro Rio do Ouro, Caraguatatuba/SP. 
Serão eleitos 12 representantes titulares da sociedade civil organizada e 12 suplentes.  As vagas serão distribuídas entre os setores: pesqueiro e maricultura; setor  náutico (incluindo turismo, esportes náuticos, prestadores de serviços, estruturas náuticas); entidades ambientalistas e entidades de ensino e pesquisa. O edital completo e a ficha de inscrições  encontram-se disponíveis  no site da Fundação Florestal:  http://www.ambiente.sp.gov.br/fundacaoflorestal/2013/04/09/edital-de-convocacao-2/
Segundo Lucila Vianna, gestora da APAMLN, o Conselho Gestor tem trabalhado nos últimos quatro anos como um fórum de discussão dos destinos do território marinho na região.  “Estamos construindo consensos e tomando decisões de forma compartilhada, em busca de uma convivência justa e democrática entre todos os usuários do território, para que o uso e ocupação da unidade aconteçam de forma sustentável. Este biênio será especialmente importante, porque será elaborado o Plano de Manejo, que é o principal instrumento de gestão territorial de uma unidade de conservação. O Conselho Gestor tem um papel crucial no acompanhamento e participação deste processo. Inclusive, este fórum construiu na ultima gestão as bases e referencias para o desenvolvimento deste trabalho. Agora teremos a oportunidade de juntos, com a participação da sociedade e órgãos públicos das diferentes esferas, propor e planejar um melhor destino para este território.” 
Locais de cadastramento
Ubatuba: Escritório Regional da Fundação Florestal
Rua Dr. Esteves da Silva, 510 – Centro. Tel: (12) 3832-4725
Tratar com Pedro ou Letícia
 Caraguatatuba: Escritório Regional IBAMA (EXCETO ÀS
SEXTAS-FEIRAS) Av. Rio Branco, 880 – Bairro Indaiá – Centro Tel.: (12) 3883-7520
Tratar com Francisco
 São Sebastião:  Sede da ESEC Tupinambás / ICMBio
Av. Manoel Hipólito do Rego, 1907 – Praia do Arrastão Tel: (12) 3892-4427
Tratar com Gerhard
 Ilhabela: Sede do Parque Estadual da Ilhabela
Pça. Cel. Julião de Moura Negrão, 115 – Vila Tel.: (12) 3896-2585
Tratar com Renan
Fonte: Assessoria de Comunicação - Fundação Florestal

domingo, 14 de abril de 2013

Calendário Ecológico


Estão abertas inscrições para o 4º Festival da Mata Atlântica em Ubatuba

4º Festival da Mata Atlântica

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente convida as ONGs – Organizações Não Governamentais e outros interessados em participar do 4º Festival da Mata Atlântica, que será realizado no período de 27 de maio a 8 de junho de 2013 em Ubatuba. 

Os interessados em participar, devem enviar entre os dias 15 e 23 de abril, um e-mail para festivaldamataatlantica@hotmail.com, solicitando um formulário para preenchimento, com as propostas de exposição, atividade ou ação, local sugerido e outros detalhamentos, para avaliação da comissão organizadora.
Fonte: Prefeitura de Ubatuba

sábado, 13 de abril de 2013

Revelada a verdadeira origem do nome da Praia do Bonete, em Ilhabela


Foto: Guiadoviajante.com
Um Documento no Arquivo do Estado informa que, em 1608, Antônio “Bonete” recebeu a sesmaria da praia. As pesquisas são do Instituto Arqueológico de Ilhabela que também dão conta que no local houve um grande engenho de açúcar com mais de 90 escravos

As pesquisas arqueológicas e os levantamentos documentais resultaram em descobertas inéditas que ajudam a desvendar a verdadeira história da Praia da Bonete. Os estudos fazem parte do projeto de Gestão e Diagnóstico do Patrimônio Arqueológico de Ilhabela (GEDAI), do Instituto Histórico, Geográfico e Arqueológico de Ilhabela, coordenado pela arqueóloga Cintia Bendazzoli.

As pesquisas em todo o arquipélago são mantidas pela Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria da Cultura. “A cada nova descoberta não só resgatamos e ajudamos a preservar a história do arquipélago, como também estimulamos o turismo histórico”, destaca o prefeito Toninho Colucci.

Sítios arqueológicos indígenas recentemente localizados e cadastrados naquela região revelam que a Praia do Bonete, na região sul de Ilhabela, foi primeiramente ocupada há 1.050 anos pelos povos sambaquieiros, ou seja, grupos que construíam os “sambaquis”: monumentos funerários feitos de conchas nos quais eram sepultados os mortos. A datação foi obtida através de amostras coletadas em um dos sítios arqueológicos localizados e analisadas em um laboratório em Miami, EUA. As pesquisas revelaram ainda que, posteriormente, outros grupos indígenas vieram para a região. Eram populações indígenas Macro-Jê, ceramistas e horticultores, e que produziam grande diversidade de artefatos. Os povos Macro-Jê ocuparam a região do Bonete aproximadamente 350 anos atrás, deixando inúmeros vestígios arqueológicos nas tocas que utilizavam para se abrigar. A datação da ocupação pelos povos Macro-Jê foi obtida através da análise de fragmentos de utensílios de cerâmica deixados nos sítios arqueológicos provenientes dessas populações.

Sesmaria - Com a chegada dos primeiros colonizadores, os índios foram gradativamente sendo expulsos do seu território e as praias da região transformadas em Sesmarias e cedidas aos principais colonizadores e aliados do governador da capitania. Em 1608, explica a arqueóloga, a Sesmaria desta praia foi doada a Antônio Bonete e, por conta disso, ela passou a ser conhecida como Praia do Bonete, nome que perdura até os dias atuais.

As sesmarias eram terras que os reis de Portugal cediam para que os primeiros colonizadores as cultivassem garantindo ao Reino a posse do território e o lucro com a cobrança de impostos com a comercialização dos gêneros produzidos.
O documento da Sesmaria de Antônio Bonete foi localizado pela arqueóloga em levantamento documental realizado no Arquivo do Estado de São Paulo, e segundo a pesquisadora, põe fim à polêmica em torno da origem do nome da praia.

Com o tempo a Sesmaria de Antônio Bonete foi passada para seus descendentes, tendo funcionado naquela praia um grande engenho de açúcar que possuía mais de 90 escravos. A presença escrava no Bonete foi muito marcante, sendo até hoje conhecidas na região as histórias sobre a presença do escravo Estevam e sobre o caminho que utilizava para se deslocar pela mata. “A realização de levantamentos arqueológicos, pesquisas documentais e também as importantes datações dos sítios, vêm ampliando de maneira significativa o entendimento da verdadeira história da ocupação deste arquipélago, bem como, contribui para a valorização e preservação do nosso rico patrimônio cultural, histórico e arqueológico”, ressalta o secretário da Cultura de Ilhabela, Nuno Gallo.

As pesquisas arqueológicas em Ilhabela seguem a todo o vapor. A etapa de escavações arqueológicas que poderá revelar ainda mais sobre esta antiga ocupação sambaquieira - com de mais de mil anos na região do Bonete. A previsão é que tenham início ainda este mês, e será realizada em sítios de diferentes regiões da ilha, bem como nas ilhas da Vitória e dos Búzios. Os levantamentos documentais também terão continuidade e servirão como subsídio para o melhor entendimento da verdadeira história das praias do arquipélago.

Praia do Bonete – Localizado na região sul de Ilhabela, o Bonete conta com cerca de 70 famílias, é a maior comunidade caiçara do arquipélago. A comunidade preserva a riqueza de sua cultura tradicional, um exemplo é a Festa de Santa Verônica que acontece sempre na primeira semana de julho e que atravessa gerações. Ainda hoje, a ladainha é rezada em latim.

Antigamente, a festa de Santa Verônica também era o momento em que os moradores que deixavam a comunidade voltassem para confraternizar e visitar seus familiares.
Para se chegar ao Bonete pode-se ir de barco ou trilha. O local possui acesso por terra apenas para pedestres, a partir do bairro Sepituba. São 14km de caminhada, passando por diversas cachoeiras, entre elas a da Laje e a do Areado. A trilha exige boa forma física, percorrendo terreno acidentando e muitas vezes íngreme; o que costuma exigir uma caminhada superior a cinco horas, contando-se paradas para tomar banhos nas cachoeiras. A praia de areias claras e boas ondas para a prática do surfe é ideal para quem quer tranquilidade, contato com a natureza e com a cultura local.

Fonte: Prefeitura de Ilhabela