Caraguá Verde: Uma forma sustentável de Informar!
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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Rota Gastronômica do Cambuci - o resgate de uma fruta nativa da Mata Atlântica

O que é

A Rota Gastronômica do Cambuci tem como objetivo resgatar e fomentar o cultivo e o 
consumo desta fruta nativa da Mata Atlântica de forma sustentável, abrangendo aspectos gastronômicos, históricos, culturais, ambientais, econômicos e turísticos, como estratégia de conservação ambiental e geração de renda.

Como 


Desde 2008, a Rota Gastronômica do Cambuci realiza anualmente um circuito de Festivais Gastronômicos e um Arranjo Produtivo Regional nas cidades de São Paulo, Rio Grande da Serra, Santo André - Paranapiacaba, Mogi das Cruzes, Salesópolis, Caraguatatuba e Paraibuna, sob a coordenação da AHPCE e com a participação ativa das prefeituras e produtores locais. Nos festivais são comercializados diversos produtos a base do fruto como geleia, trufa, sorvete, suco, cachaça, licor, muda, semente e até cosmético. 
Desde 2010 o Programa está inserindo no Plano de Metas da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo – RBCV.
Tradicional na cultura popular regional, rico em vitamina C e antioxidantes, já era utilizado pelos índios e também por bandeirantes e tropeiros na cachaça e xarope, doces e outros produtos. Hoje, com os festivais, o cambuci vem conquistando o público com suas mais variadas receitas. 

VI Rota Gastronômica do Cambuci 2014

Fonte: AHPCE

3° Festival em Caraguatatuba

O 3° festival da Rota Gastronômica do Cambuci será realizado no dia 06 de Julho de 2014 à partir das 13h00 na sede da Unidade. Serão comercializados os mais diversos produtos dessa fruta nativa da nossa Mata Atlântica. Participe e surpreenda-se.

Endereço: Rua Horto Florestal, 1.200 Rio do Ouro (Ponto final da linha Rio do Ouro - Praiamar Transportes)

terça-feira, 28 de maio de 2013

Mata Atlântica: A vida sempre em cartaz


Vista da Serra do Mar Paulista
Foto: Marcelo Amorim
Ontem 27 de maio foi comemorado é o Dia da Mata Atlântica, um dos oito biomas brasileiros, protegido pela Constituição Federal como patrimônio nacional (artigo 225, § 4º). Estendida em 91 mil quilômetros quadrados do país, ela abriga uma das mais altas taxas de diversidade biológica do mundo, com muitas espécies em extinção. 
Mas por que 27 de maio? A escolha da data, estabelecida em um decreto presidencial de 1999, remonta à colonização do Brasil pelos portugueses. 

Rios da Mata Atlântica abastecem mais de
100 mil brasileiros
Foto: Diego Cardoso
Foi no ano de 1560 que, sensibilizado com a extraordinária biodiversidade da Mata Atlântica, o Padre José Anchieta escreveu a famosa Carta de São Vicente, primeiro registro histórico sobre o Bioma. Na Carta, endereçada ao Padre Geral de São Vicente, o Padre Anchieta descreveu a fauna, a flora e os moradores das “florestas tropicais”, como chamou a Mata Atlântica na época. A Carta foi assinada no dia 27 de maio – daí a origem do Dia Nacional da Mata Atlântica.

Apesar da devastação que vem sofrendo desde 1500, a grandiosidade da Mata Atlântica ainda impressiona: presente em 17 dos 26 estados brasileiros, do Rio Grande do Sul ao Piauí, ela apresenta diferentes relevos e paisagens e uma das mais altas taxas de biodiversidade do mundo: cerca de 20.000 espécies de plantas angiospermas (6,7% de todas as espécies do mundo), sendo 8.000 endêmicas, e grande riqueza de vertebrados (264 espécies de mamíferos, 849 espécies de aves, 197 espécies de répteis e 340 espécies de anfíbios). E o que mais chama a atenção é que muitas dessas espécies são endêmicas, ou seja, não são encontradas em nenhum outro lugar do planeta. Destes 100.000 km, apenas 21.000 Km (equivalente a aproximadamente 2% da área original) estão protegidos em Unidades de Conservação de Proteção Integral, como o Parque estadual da Serra do Mar que abrange 23 municípios paulistas em seus mais de 300 mil hectares.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Caraguatatuba recebe exposição itinerante da SOS Mata Atlântica



Data do evento: 27/03/2013 - 07/04/2013
A partir dessa quarta-feira (27/3), Caraguatatuba (SP) receberá o projeto  “A Mata Atlântica é Aqui: Exposição Itinerante do Cidadão Atuante”, da Fundação SOS Mata Atlântica. Um caminhão da ONG, adaptado para atividades de educação ambiental, estará na Praça Dr. Cândido Motta, no Centro, até 7 de abril, com diversas atrações gratuitas para o público de todas as faixas etárias. O funcionamento no dia 27 de março será das 12h às 17h, e nos demais dias, das 10h às 17h.
Durante a visita, a SOS Mata Atlântica e as instituições parceiras locais promoverão palestras, oficinas, cinema, jogos educativos, debates, exposições, entre outras atividades. O caminhão da ONG, transformado numa sala de aula itinerante, traz um espaço fechado, com cadeiras, projetor e sistema de sonorização para a realização dessas atividades.
Esta é a primeira vez que o projeto itinerante passa pela cidade de Caraguatatuba. Escolas e grupos interessados poderão realizar visitas monitoradas. O caminhão conta, ainda, com estrutura própria para receber deficientes físicos. Além disso, quem tiver interesse em se tornar um voluntário também poderá participar. Em caso de dúvidas sobre qualquer uma das atividades, é preciso entrar em contato pelo e-mail itinerante@sosma.org.br ou itinerante.apoio@sosma.org.br.
O patrocínio é de Bradesco Cartões, Natura e Volkswagen Caminhões & Ônibus. Diversas ONGs, projetos e o poder público apoiam a iniciativa. Entre eles estão a Prefeitura Municipal da Estância Balneária de Caraguatatuba, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, a ONG Maranata Ecologia e a ONG SOS Lagoa Azul.
Monitoramento da qualidade da água
Em cada cidade visitada, a Fundação SOS Mata Atlântica realiza a análise de qualidade da água de um rio, córrego ou lago local. Para isso, a ONG faz a coleta de água usando um kit de monitoramento desenvolvido pelo programa Rede das Águas, da própria Fundação, que possibilita uma análise que engloba 14 parâmetros físico-químicos, entre eles transparência da água, lixo, odor, entre outros. O kit classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação: péssimo, ruim, regular, bom e ótimo.

Em Caraguatatuba, haverá uma coleta de água no dia 29 de março, às 16h, no Rio Jetuba. A coleta será realizada nos ponto mais próximo e acessível do local onde o projeto estará estacionado.
Atlas dos Remanescentes Florestais
A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram em maio de 2012, os dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, no período de 2010 a 2011. Hoje, restam no Estado de São Paulo 2.642.468 hectares de Mata Atlântica, o que, originalmente, já correspondeu a 16.918.918 hectares. A cidade de Caraguatatuba ainda possui 72% de sua Mata Atlântica original em bom estado de conservação, um dos maiores índices entre os municípios brasileiros.

Projeto Itinerante – Nova Fase
O projeto itinerante já visitou mais de 100 cidades brasileiras. Caraguatatuba recebe o projeto totalmente reformulado, em seu quarto ciclo anual. Nesta nova fase, estão sendo visitadas 15 cidades litorâneas, localizadas nos seguintes Estados: RJ, CE, RN, PB, PE, AL, SE, BA, ES, SC e SP.

O quarto ciclo do projeto tem como tema a região costeira e os ambientes marinhos e vai mostrar a importância do mar para a conservação das nossas florestas. “Esse ciclo tem o objetivo de mobilizar a sociedade e mostrar como a Mata Atlântica está diretamente relacionada ao seu dia-a-dia, sensibilizando-a para atitudes diárias que podem fazer diferença na sua qualidade de vida”, destaca Romilda Roncatti, coordenadora do projeto.

SERVIÇO
Projeto: A Mata Atlântica é Aqui – Exposição Itinerante do Cidadão Atuante.
Realização: Fundação SOS Mata Atlântica.
Data: 27 de março a 7 de abril.
Local: Praça Dr. Cândido Motta, S/N– Centro – Caraguatatuba (SP)
Horários: no dia 27 de março, das 12h às 17h, e nos demais dias, das 10h às 17h.
Telefone: (11) 3262-4088.
Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público.

Programação
27 de março (qua) – Praça Dr Cândido Motta
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 12h às 17h
13h – Solenidade de abertura.
14h – Jogos educativos: Jogo A Mata é o Bicho.
15h – Oficina: Casinha: boas práticas.
16h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.

28 de março (qui) – Praça Dr Cândido Motta
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 17h
10h – Oficina de brinquedos feitos com garrafas PET.
15h – Jogos educativos: Jogo da Memória e Jogo Ludo Ambiental.
16h – Oficina: Casinha: boas práticas.

29 de março (sex) – Praça Dr Cândido Motta
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 17h
10h – Mini-curso: A arte como fotografia e técnicas básicas de fotografia. Ministrante: Daniel Fuser, biólogo e fotógrafo.
11h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
14h – Roda de conversa: Ecoturismo e Educação Ambiental, em parceria com a Maitaca Ecoturismo.
16h – Coleta da água do Rio Jetuba para análise.

30 de março (sab) – Praça Dr Cândido Motta
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 17h
10h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
11h – Jogos educativos: Jogo da Memória.
14h – Oficina de pintura de máscaras de animais da Mata Atlântica.
15h – Oficina: Fazendo e aprendendo malabares: bolinhas. Ministrante: Daniel Fuser.

31 de março (dom) – Praça Dr Cândido Motta
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 17h
10h – Jogo Bingo Ambiental.
11h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
14h – Oficina de saquinhos de lixo com jornais. Ministrante: Tayra Godoi.
15h – Jogos educativos: Jogo da Memória e Jogo Ludo Ambiental.
01 de abril (seg) – Praça Dr Cândido Motta

Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 17h
10h – Palestra: A Mata Atlântica é aqui em Caraguatatuba.
11h – Oficina de desenho de animais da Mata Atlântica.
13h – Jogos educativos: Jogo da memória.
15h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.

02 de abril (ter) – Praça Dr Cândido Motta
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 17h
10h – Oficina: Casinha: boas práticas.
14h – Oficina de pintura de máscaras de animais da Mata Atlântica.
15h – Jogos educativos: Jogo A Mata é o Bicho.

03 de abril (qua) – Praça Dr Cândido Motta
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 17h
10h – Jogos educativos: Jogo Ludo Ambiental e jogo da memória.
15h – Oficina de desenho de animais da Mata Atlântica.
16h – Oficina: Casinha: boas práticas.

04 de abril (qui) – Praça Dr Cândido Motta
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 17h
10h – Oficina: Casinha: boas práticas.
14h – Oficina de pintura de máscaras de animais da Mata Atlântica.
15h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.

05 de abril (sex) – Praça Dr Cândido Motta
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 17h
11h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
13h – Oficina de brinquedos feitos com garrafas PET.
16h – Oficina de desenho de animais da Mata Atlântica.

06 de abril (sab) – Praça Dr Cândido Motta
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 17h
10h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
11h – Jogos educativos: Jogo A Mata é o bicho e Jogo da Memória.
13h – Roda de conversa: Ecoturismo e Educação Ambiental, em parceria com a Maitaca Ecoturismo.
14h – Mini-curso: Técnicas básicas de fotografias. Ministrante: Daniel Fuzer, biólogo e fotógrafo.

07 de abril (dom) – Praça Dr Cândido Motta
Atividades abertas ao público durante todo o tempo das 10h às 17h
10h – Oficina de desenho de animais da Mata Atlântica.
15h – Oficina: Casinha: boas práticas.
16h – Jogos educativos: Jogo Ludo Ambiental e jogo da memória.

Atividades que podem ser realizadas a qualquer momento: CineMata, Jogo Ludo Ambiental, Quiz nos IPADs (teste seu conhecimento sobre a Mata Atlântica e as regiões costeira e marinha), Jogo da Memória, Maquete Dinâmica, Oficinas de Desenhos, e outros Jogos Educativos.
 Fonte: SOS - Mata Atlântica

sexta-feira, 22 de março de 2013

Feira de Troca de Ubatuba acontece dia 24 na Praça de Eventos


Foto: Divulgação
A Feira de Troca de Ubatuba retoma suas atividades em 2013 e já tem data marcada: ela acontece no dia 24 de março, domingo, na Praça de Eventos da Avenida Iperoig, em Ubatuba (SP). O evento será uma das atrações da Exposição Itinerante “A Mata Atlântica é Aqui”, promovida pela ONG SOS Mata Atlântica, que acontece na cidade até o dia 24. A Feira de Troca ocorre das 15h às 17h. A programação inclui palestra e bate-papo sobre a troca solidária e o seu papel na promoção da sustentabilidade.


Na Feira, os expositores poderão trocar produtos variados, desde roupas, livros, CDs, utensílios domésticos, ferramentas, artesanato, até produtos da horta, quitutes diversos, plantas, sementes, etc. Para isso, basta levar uma canga ou esteira para expor os produtos a serem trocados.

Também existe a possibilidade de trocar serviços por meio da utilização de vales. Quem oferece o serviço preenche um vale com seu nome e contato e o utiliza como moeda de troca por outros bens ou serviços. Pode-se trocar serviços como corte de cabelo, aulas de música, de inglês, confeitaria, jardinagem e manicure, entre outros.



Além da parceria com o evento da ONG SOS Mata Atlântica, a Feira de Troca de Ubatuba conta com o apoio da Fundação Florestal, da Secretaria de Cidadania e Desenvolvimento Social de Ubatuba e da Iniciativa Waldorf Jardim Primavera.

Quem organiza

A Feira de Troca de Ubatuba é um movimento livre, não institucionalizado, sem vínculo partidário e sem fins lucrativos que visa estimular a economia solidária e o fortalecimento dos laços comunitários no município. A organização do evento é feita por uma equipe voluntária, com o apoio de instituições e indivíduos que abraçam a causa.



Mais informações no blog da Feira de Troca de Ubatuba: http://feiradetrocaubatuba.wordpress.com

Saiba mais sobre a Exposição Itinerante “A Mata Atlântica é Aqui”, da SOS Mata Atlântica, que acontece de 11 a 24 de março em Ubatuba:http://www.sosma.org.br/eventos/ubatuba-e-o-novo-destino-do-projeto-a-mata-atlantica-e-aqui

Fonte: Assessoria de Comunicação Fundação Florestal

domingo, 10 de março de 2013

Caraguá recebe exposição itinerante “A Mata Atlântica é Aqui”

Foto: Diego Cardoso
Entre os dias 27 de março e 7 de abril, Caraguá recebe a exposição itinerante “A Mata Atlântica é Aqui”. Com entrada gratuita, o evento será na Praça Cândido Motta, no Centro. No primeiro dia, a mostra acontece das 12h às 17h e nos demais dias, das 10h às 17h.

Na exposição, o público encontra atividades para todas as idades como jogos, maquete, cursos, oficinas e cinema.

A exposição “A Mata Atlântica é Aqui” é uma realização da Fundação SOS Mata Atlântica, com o apoio do Governo Municipal de Caraguá, por meio da secretaria de Meio Ambiente.     
Mais informações pelo telefone da fundação (11) 3262-4088 ou pelos endereços www.sosma.org.br e itinerante@sosma.org.br.a

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Conheça nosso Litoral: As Cachoeiras de Ilhabela

Mata Atlântica preservada pelo Parque Estadual
de Ilhabela 
Foto: Divulgação Fundação Florestal 
Ilhabela está localizada na ilha de São Sebastião que foi batizada pelo navegador Américo Vespúcio em expedição pela costa brasileira no ano de 1502 como homenagem ao santo do dia. É o município menos populoso do Litoral Norte com cerca de 28 mil habitantes. Seu acesso principal é pela balsa que faz a travessia entre São Sebastião e a Ilha.
Um ponto que chama bastante atenção é a Mata Atlântica, preservada pelo Parque Estadual de Ilhabela. Ao todo mais de 80% do município é área de preservação. E é nesse patrimônio natural que se encontram as mais belas cachoeiras da ilha.

Cachoeira da Água Branca

Antigamente a imensa queda d'água, com mais de 65 m de altura, já moveu a turbina da antiga usina hidrelétrica que gerava toda a energia da Ilha. Hoje, após ter seu curso de água represado por uma barragem de pedras, entre a nascente do rio e a cachoeira, pouco se pode ver da cachoeira que ali existia.



Onde está: a uma altitude de 250 mts do nível do mar, com lugares para descanso e lazer.


Como chegar: caminho de acesso fácil, com 05 trilhas para diferentes cachoeiras, com 2.500 mts de comprimento, aproximadamente 2 horas de caminhada.

Cachoeira do Gato
A cachoeira do Gato é a maior de Ilhabela
Foto: Divulgação Fundação Florestal

A cachoeira do Gato é a maior de Ilhabela, com cerca de 80 m de altura. A água escorre de um paredão rochoso quase vertical, e numa segunda queda, de cerca de 15 metros, cai reta sobre um grande poço. Para chegar a essa cachoeira, há uma trilha que sai da ponta esquerda da praia de Castelhanos, e leva aproximadamente 25 minutos para ser percorrida. O local é grandioso, sem paralelo em todo o litoral de São Paulo. A cachoeira é tão grande que, mesmo localizada no meio da mata fechada, pode ser vista do mar, pelos barcos que passam na baía de Castelhanos. A força da água, que desce do alto do paredão rochoso, é enorme. Um banho debaixo dessa gigantesca ducha é uma experiência inesquecível. Abaixo da queda principal há pelo menos outras cinco pequenas quedas, com poços de águas cristalinas, excelentes para um mergulho. 

Onde está: no lado leste da Ilha, a meia altura nas montanhas que cercam a baía de Castelhanos. 



Como chegar: a trilha começa na extremidade esquerda da praia de Castelhanos, desvenda-se no meio da mata uma queda d'água de aproximadamente 40 mts de altura, após aproximadamente 1:20 hora de caminhada


Cachoeira da Laje

Um dos mais belos locais da Ilha, a cachoeira da Laje reúne vários poços de águas limpíssimas e um escorregador com cerca de 30 m de comprimento. Ela fica ao sul da Ilha, na trilha que liga a ponta da Sepituba (último local ao sul da Ilha onde é possível chegar de carro) à praia do Bonete (maior e mais tradicional comunidade caiçara da região). Do ponto onde é necessário estacionar o carro, são cerca de 40 minutos de caminhada pela floresta. Uma seqüência de poços vai descendo a montanha, até que o rio acaba desaguando no mar. Na direção oposta, para o alto da montanha, também há vários poços e quedas d'água que merecem ser explorados. A trilha passa dentro do Ribeirão da Lage, não há como errar. Atravessando o rio há uma pequena picada à direita, que leva para a queda principal e o grande escorregador. 

Onde está: no sul da Ilha, na trilha que une a Ponta da Sepituba à praia do Bonete, toma-se um caminho de aproximadamente 04 km. 


Como chegar: siga com o carro para o Sul, até o final da estrada; daí siga pela trilha, numa caminhada de aproximadamente 1:20 hora; não é necessário a companhia de guias.

Cachoeira da Toca

A cachoeira da Toca é a mais conhecida de Ilhabela. Tem uma ducha forte, com cerca de 3 m de altura, e um grande escorregador "o maior da Ilha" com cerca de 50 m de extensão. A Toca, que dá nome ao local, é uma grande gruta ao lado da qual a cachoeira cai. O rio passa por dentro da gruta, desembocando num pequeno escorregador. O local era sede de um antigo engenho de cana de açúcar, que produzia uma das melhores marcas de aguardente da região. 



Onde fica: Localizada no caminho para Praia de Castelhanos, propriedade particular com várias quedas d'água e poços e um poço semi coberto por uma enorme pedra, intitulando o nome do lugar, fácil acesso, duração de 20 min. de caminhada.


Cachoeira dos Três Tombos

Cachoeira dos Três Tombos - Foto Divulgação

Essas três quedas são das mais fáceis de serem alcançadas é possível estacionar o carro a poucos metros. É uma das mais agradáveis para banhos da Ilha. A primeira queda, já recebe o visitante com uma forte ducha, com mais de cinco metros de altura, e um poço profundo, com cerca de 100m2. As duas quedas mais ao alto são alcançadas por uma trilha com um total de 400 m de extensão. A segunda queda é pequena, e dá acesso à laje por onde escorre a água que alimenta a primeira ducha.As pedras escorregadias tornam esse local extremamente perigoso. A terceira é a maior das três quedas.Um paredão rochoso de mais de 20 m de altura, de onde a água despenca com bastante força, caindo diretamente sobre as pedras. 

* Dados baseados no site: Ilhabela SP
TURISMO
Rede ManacÁ
Valorizando nosso litoral
Por: Diego Cardoso

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Programa Expedições: Mata Atlântica 2012

O programa Expedições apresenta os perigos enfrentados pela Mata Atlântica que, depois de 5 séculos de devastação, foi reduzida a 7% da sua área original.

Paula Saldanha e Roberto Werneck documentam a Mata Atlântica em vários estados brasileiros e trazem uma entrevista com Mário Mantovani, diretor de mobilização da Fundação SOS Mata Atlântica.

Traz também um depoimento histórico de Aziz Ab’Saber, grande geógrafo brasileiro falecido em 2012, que lutou contra os prejuízos para os ecossistemas do país. E mostra que os sinais de alerta estão aí, que a Mata Atlântica está no seu limite. E que é preciso reverter o processo ou essa mata desaparecerá para sempre da face da Terra.



Vídeo: TV Brasil

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Estudo aponta que a Mata Atlântica foi "esvaziada de animais"


O termo parece um palavrão e, de fato, a situação que descreve não é nada bonita: "desfaunação". Ou seja, o sumiço da fauna - um fenômeno que parece ter afetado 80% da mata atlântica que ainda resta numa região vasta, que vai do leste de Minas Gerais a Sergipe.

Nessas regiões, uma hecatombe parece ter exterminado quase todos os mamíferos pesando mais de 5 kg -- mesmo quando a floresta propriamente dita, à primeira vista, está intacta, mostra um novo estudo, que acaba de ser publicado na revista científica "PLoS ONE".

A pesquisa, feita por uma equipe que inclui os brasileiros Gustavo Canale, da Unemat (Universidade do Estado de Mato Grosso) em Tangará da Serra, Carlos Peres, da Universidade de East Anglia (Reino Unido), Cassiano Gatto (Inpa), Carlos Guidorizzi (ICMBio) e Cecília Kierulff (Instituto Pri-Matas), envolveu um levantamento numa área de mais de 250 mil km 2 de mata atlântica em Minas Gerais, Bahia e Sergipe.

Com ajuda de imagens de satélite e aparelhos de GPS, os pesquisadores mapearam os principais fragmentos de floresta nessa região --cerca de 200. A equipe, então, fez levantamentos rápidos da fauna em cerca de 50 deles. Nos demais casos, entrevistaram moradores da zona rural de cada região, os quais estivessem habituados a visitar a mata e morassem havia anos perto da floresta, em busca de informações sobre as espécies que eles costumavam ver nos fragmentos de floresta.

O alvo da equipe era um conjunto de 18 espécies de mamíferos de porte grande e médio. São animais como onças, antas, veados, tamanduás e macacos-pregos. Um dos critérios para escolher esses bichos específicos como indicadores do estado da fauna nos fragmentos de mata, e o fato de que seria fácil para os moradores identificá-los numa conversa com os cientistas.

"A gente queria evitar espécies mais crípticas [de identificação mais difícil] ou ariscas, como gatos-do-mato ou jaguatiricas", afirma ele. "Também são bichos bastante caçados, o que leva os moradores a procurá-los mais na mata. E também são relativamente pouco exigentes em termos de ambiente."

RESTAM QUATRO

O resultado não foi dos mais auspiciosos: das 18 espécies de mamíferos, só quatro, em média, ainda ocorrem por fragmento de mata com tamanho entre 50 hectares e 5.000 hectares.

Mesmo em trechos de floresta considerados muito grandes para o estado atual da mata atlântica (os com mais de 5.000 hectares), só sete espécies, em média, ainda estavam presentes.

Na prática, isso significa que bichos como onças-pintadas, queixadas (um tipo de porco-do-mato), tamanduás-bandeiras, antas e muriquis (o maior macaco das Américas) estão praticamente extintos nesse pedaços importantes da mata atlântica.

Preguiças, pacas, bugios e raposas se saem só um pouco melhor. Os únicos mamíferos a resistirem em mais de metade dos fragmentos estudados são os saguis.

"Uma coisa interessante que nós vimos é que, no caso dos remanescentes florestais, tamanho não é documento", afirma Canale. "A gente esperaria que, quanto maior o fragmento, maior a chance de ele preservar uma diversidade mais ampla de espécies, mas não é o que acontece."

A explicação para o estrago até nos remanescentes florestais maiores, segundo os pesquisadores, é relativamente simples: mesmo quando a mata não era derrubada, a caça nessas regiões continuou e ainda hoje é muito comum, o que acabou com as espécies grandes.

A situação só é diferente, afirmam eles, nos fragmentos que também são áreas protegidas por lei. Nesses lugares, mostra o estudo, a maioria das espécies ainda pode ser encontrada -o que, para os biólogos, indica que é preciso criar mais áreas protegidas de forma efetiva.

DIFERENÇAS REGIONAIS?

Para o biólogo da Unemat, é difícil saber se essa situação desoladora é a mesma em outras regiões da mata atlântica, no Sudeste e no Sul, por exemplo.

"Todo mundo tinha a sensação de que essas espécies estavam dançando na mata atlântica do Nordeste. O que o nosso trabalho é quantificar isso. Não existe uma quantificação comparável para outras regiões, mas pode ser que a situação seja um pouco melhor no Sudeste por razões históricas, pelo tipo de caça preferida, por exemplo. A gente sente que a pressão de caça no Nordeste é mais intensa -- em vez de comer só porco-do-mato ou veado, por exemplo, as pessoas também comem preguiça, comem macaco", explica.


Fonte: Reinaldo José Lopez - Bol Notícias

domingo, 19 de agosto de 2012

A grandiosa biodiversidade brasileira

Mata Atlântica um dos biomas mais ameaçados do país.
Foto: Miguel Nema Neto
O Brasil é um país de proporções continentais: seus 8,5 milhões km² ocupam quase a metade 
da América do Sul e abarcam várias zonas climáticas – como o trópico úmido no Norte, o semi-árido no Nordeste e áreas temperadas no Sul. Evidentemente, estas diferenças climáticas levam a grandes variações ecológicas, formando zonas biogeográficas distintas ou biomas: a Floresta Amazônica, maior floresta tropical úmida do mundo; o Pantanal, maior planície inundável; o Cerrado de savanas e bosques; a Caatinga de florestas semi-áridas; os campos dos Pampas; e a floresta tropical pluvial da Mata Atlântica. Além disso, o Brasil possui uma costa marinha de 3,5 milhões km², que inclui ecossistemas como recifes de corais, dunas, manguezais, lagoas, estuários e pântanos.

A variedade de biomas reflete a enorme riqueza da flora e da fauna brasileiras: o Brasil abriga a maior biodiversidade do planeta. Esta abundante variedade de vida – que se traduz em mais de 20% do número total de espécies da Terra – eleva o Brasil ao posto de principal nação entre os 17 países megadiversos (ou de maior biodiversidade).

Além disso, muitas das espécies brasileiras são endêmicas, e diversas espécies de plantas de importância econômica mundial – como o abacaxi, o amendoim, a castanha do Brasil (ou do Pará), a mandioca, o caju e a carnaúba – são originárias do Brasil.

Mas não é só: o país abriga também uma rica sociobiodiversidade, representada por mais de 200 povos indígenas e por diversas comunidades – como quilombolas, caiçaras e seringueiros, para citar alguns – que reúnem um inestimável acervo de conhecimentos tradicionais sobre a conservação da biodiversidade.

Porém, apesar de toda esta riqueza em forma de conhecimentos e de espécies nativas, a maior parte das atividades econômicas nacionais se baseia em espécies exóticas: na agricultura, com cana-de-açúcar da Nova Guiné, café da Etiópia, arroz das Filipinas, soja e laranja da China, cacau do México e trigo asiático; na silvicultura, com eucaliptos da Austrália e pinheiros da América Central; na pecuária, com bovinos da Índia, equinos da Ásia e capins africanos; na piscicultura, com carpas da China e tilápias da África Oriental; e na apicultura, com variedades de abelha provenientes da Europa e da África.

Este paradoxo traz à tona uma ideia premente: é fundamental que o Brasil intensifique as pesquisas em busca de um melhor aproveitamento da biodiversidade brasileira – ao mesmo tempo mantendo garantido o acesso aos recursos genéticos exóticos, também essenciais ao melhoramento da agricultura, da pecuária, da silvicultura e da piscicultura nacionais.

Como se sabe, a biodiversidade ocupa lugar importantíssimo na economia nacional: o setor de agroindústria, sozinho, responde por cerca de 40% do PIB brasileiro (calculado em US$ 866 bilhões em 1997); o setor florestal, por sua vez, responde por 4%; e o setor pesqueiro, por 1%. Na agricultura, o Brasil possui exemplos de repercussão internacional sobre o desenvolvimento de biotecnologias que geram riquezas por meio do adequado emprego de componentes da biodiversidade.

Produtos da biodiversidade respondem por 31% das exportações brasileiras, com destaque para o café, a soja e a laranja. As atividades de extrativismo florestal e pesqueiro empregam mais de três milhões de pessoas. A biomassa vegetal, incluindo o etanol da cana-de-açúcar, e a lenha e o carvão derivados de florestas nativas e plantadas respondem por 30% da matriz energética nacional – e em determinadas regiões, como o Nordeste, atendem a mais da metade da demanda energética industrial e residencial. Além disso, grande parte da população brasileira faz uso de plantas medicinais para tratar seus problemas de saúde.

Por tudo isso, o valor da biodiversidade é incalculável.

Sua redução compromete a sustentabilidade do meio ambiente, a disponibilidade de recursos naturais e, assim, a própria vida na Terra. Sua conservação e uso sustentável, ao contrário, resultam em incalculáveis benefícios à Humanidade.

Neste contexto, como abrigo da mais exuberante biodiversidade do planeta, o Brasil reúne privilégios e enorme responsabilidade.


Fonte: Ministério do Meio Ambiente