Caraguá Verde: Uma forma sustentável de Informar!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Feira de Troca de Ubatuba acontece dia 24 na Praça de Eventos


Foto: Divulgação
A Feira de Troca de Ubatuba retoma suas atividades em 2013 e já tem data marcada: ela acontece no dia 24 de março, domingo, na Praça de Eventos da Avenida Iperoig, em Ubatuba (SP). O evento será uma das atrações da Exposição Itinerante “A Mata Atlântica é Aqui”, promovida pela ONG SOS Mata Atlântica, que acontece na cidade até o dia 24. A Feira de Troca ocorre das 15h às 17h. A programação inclui palestra e bate-papo sobre a troca solidária e o seu papel na promoção da sustentabilidade.


Na Feira, os expositores poderão trocar produtos variados, desde roupas, livros, CDs, utensílios domésticos, ferramentas, artesanato, até produtos da horta, quitutes diversos, plantas, sementes, etc. Para isso, basta levar uma canga ou esteira para expor os produtos a serem trocados.

Também existe a possibilidade de trocar serviços por meio da utilização de vales. Quem oferece o serviço preenche um vale com seu nome e contato e o utiliza como moeda de troca por outros bens ou serviços. Pode-se trocar serviços como corte de cabelo, aulas de música, de inglês, confeitaria, jardinagem e manicure, entre outros.



Além da parceria com o evento da ONG SOS Mata Atlântica, a Feira de Troca de Ubatuba conta com o apoio da Fundação Florestal, da Secretaria de Cidadania e Desenvolvimento Social de Ubatuba e da Iniciativa Waldorf Jardim Primavera.

Quem organiza

A Feira de Troca de Ubatuba é um movimento livre, não institucionalizado, sem vínculo partidário e sem fins lucrativos que visa estimular a economia solidária e o fortalecimento dos laços comunitários no município. A organização do evento é feita por uma equipe voluntária, com o apoio de instituições e indivíduos que abraçam a causa.



Mais informações no blog da Feira de Troca de Ubatuba: http://feiradetrocaubatuba.wordpress.com

Saiba mais sobre a Exposição Itinerante “A Mata Atlântica é Aqui”, da SOS Mata Atlântica, que acontece de 11 a 24 de março em Ubatuba:http://www.sosma.org.br/eventos/ubatuba-e-o-novo-destino-do-projeto-a-mata-atlantica-e-aqui

Fonte: Assessoria de Comunicação Fundação Florestal

domingo, 10 de março de 2013

Caraguá recebe exposição itinerante “A Mata Atlântica é Aqui”

Foto: Diego Cardoso
Entre os dias 27 de março e 7 de abril, Caraguá recebe a exposição itinerante “A Mata Atlântica é Aqui”. Com entrada gratuita, o evento será na Praça Cândido Motta, no Centro. No primeiro dia, a mostra acontece das 12h às 17h e nos demais dias, das 10h às 17h.

Na exposição, o público encontra atividades para todas as idades como jogos, maquete, cursos, oficinas e cinema.

A exposição “A Mata Atlântica é Aqui” é uma realização da Fundação SOS Mata Atlântica, com o apoio do Governo Municipal de Caraguá, por meio da secretaria de Meio Ambiente.     
Mais informações pelo telefone da fundação (11) 3262-4088 ou pelos endereços www.sosma.org.br e itinerante@sosma.org.br.a

quarta-feira, 6 de março de 2013

Trilha das Praias Desertas em Ubatuba - AMAC Manacá

A associação de Monitores Ambientais de Caraguatatuba - AMAC Manacá tem como finalidade atuar para o desenvolvimento sustentável, o fortalecimento do processo democrático, do pluralismo, dos princípios éticos e para a promoção da cidadania - pela garantia do respeito aos direitos humanos individuais e coletivos e pela inclusão social, política, econômica e cultural, apoiando atividades culturais que contribuam para atingir os objetivos institucionais, e que visem o fomento da cultura e da arte, preservação do meio ambiente, geração de trabalho e renda, promoção da educação e da saúde.

Galera da AMAC se preparando para a trilha
Foto: Divulgação AMAC - Manacá
Baseado neste conceito e com a finalidade de oferecer aos amantes da natureza um pedacinho deste paraíso,  na manhã do dia 03 de fevereiro de 2013  o Grupo da AMAC - Manacá  com o apoio do Grupo de Auxílio Civil de Caraguatatuba (G.A.C), partiu para uma incursão nas trilhas das Praias Desertas no Litoral Norte de São Paulo.

 A trilha começa na Praia da Figueira passando pela Praia da Ponta Aguda, Praia Mansa,  Praia da Lagoa, Praia do Simão, Saco da Banana, Praia da Caçandoquinha e Caçandoca.  Antes de adentrar a  trilha foi realizado um aquecimento com o Profº Gean Carlos Goll sendo que este procedimento faz parte de todas as trilhas. 

Em pouco tempo de caminhada Chega-se a figueira, uma praia de fácil acesso que possui um belo cenário onde equipe fez uma parada  para lanche e para fotografar o local. Logo em seguida é retomada a trilha por um  caminho bastante íngreme.  Já no topo do  morro  tem-se uma  bela visão da praia e da Ilha do Tamanduá. 
Praia da Figueira
Foto: Cristiane Demarchi

Vista do Canto da Praia da figueira e ilha do Tamanduá
Foto: Diego Cardoso
Mais alguns minutos de caminhada chega à Praia  da Ponta Aguda, uma praia extensa e com  águas totalmente calmas e transparentes que ao norte possui um afluente de água doce e límpida. A praia é muito utilizada para camping. Por uma pequena trilha tem acesso a praia mansa como o nome já diz é uma praia de ondas calmas onde o visitante tem uma vista privilegiada do mar e da cidade de Caraguatatuba ao fundo.
Vista da Serra do Mar  e Caraguá ao fundo
Foto: Diego Cardoso


Águas límpidas e cristalinas é a característica
principal de ambas as praias
Foto: Mirela Santineli
A próxima é a praia da lagoa uma praia de areia extensa e cristalina que ao seu  final guarda um  segredo: A lagoa das Mortes. Apesar do nome assustar o local é magnífico e perfeito para banho. Segundo relatos o praia era esconderijo de escravos que vinham da África em uma época que não era mais permitido a exportação em navios negreiros. Os que chegavam debilitados e sem condições para o trabalho eram afogados na lagoa, derivando assim seu nome. Ainda é encontrado vestígios da época como as ruínas do porão onde ficavam os escravos . 
Praia da Lagoa
Foto: Elias Neves
Lagoa das Mortes, local perfeito para que aprecia
banho de rio e mar ao mesmo tempo
Foto: Fernando Augusto
Partindo da Lagoa em direção a Praia do Simão o trecho fica mais sinuoso e é recomendado  para pessoas que já possuem alguma prática em trilhas. Durante quase todo o percurso varias nascentes e   frutos  como  goiabas, jacas e bananas, um verdadeiro banquete doado pela mãe natureza. O acesso até a Praia do Simão é feito apenas através de trilha um lugar selvagem que é muito procurado para acampamento e para apreciação. Depois de horas de caminhada a recompensa: A bela praia do Simão que também é procurada pelos adeptos do surfe. Para quem curte um banho que água doce a Praia possui uma bica d'água apropriada e irresistível.
A praia do Simão também é muito procurada por surfistas
Foto: Divulgação AMAC - Manacá
Bica d´água é ideal para banho 
Foto: Divulgação AMAC - Manacá
Saindo do Simão a trilha reserva ainda mais surpresas. Apesar do terreno bastante íngreme cheio de altos e baixos o local proporciona mirantes onde pode ser avistado o percurso e as belas do Simão e Saco da Banana. Depois de algumas horas de caminhada chega-se a praia da Caçandoquinha que é separada da Caçandoca por uma pequena trilha. A praia da  Caçandoca está localizada dentro de uma área reconhecida como o primeiro Quilombo do Litoral Norte com área de 890 hectares. 

No lado direito a Praia da Caçandoca
possui um riacho cristalino
Após quase dez horas de caminhada de contemplação e estudo da trilha, chegamos ao ponto final. Logo essa trilha estrá em um dos pacotes a ser vendido em nosso Litoral.


Chegada ao ponto final na Praia da Caçandoda
Foto: Divulgação AMAC - Manacá
Nossos agradecimentos a todos que colaboraram para o sucesso da trilha. Aguardem novidades virão!




Para conhecer sobre os pacotes e sobre nossa associação entre em contato conosco!
E-mail: guiaflorestal@hotmail.com
Facebook: AMAC - Manacá

Regiões Sul e Sudeste do Brasil estão em período de Defeso do Camarão


Foto: Divulgação Fundação Florestal
A Área de Proteção Marinha do Litoral Norte, por meio da Câmara Temática de Educação Ambiental e Comunicação, informa aos pescadores, comerciantes e consumidores que teve início no dia 1º de março, o Defeso do Camarão, nas regiões Sul e Sudeste do país. Isso significa que até 31 de maio, fica proibida a pesca de arrasto motorizado dos camarões branco, rosa, santana, sete barbas e outros.
O objetivo do defeso é proteger o período de reprodução e crescimento das espécies, garantindo assim a integridade dos estoques pesqueiros e evitando a sua extinção. Quem for flagrado durante este período poderá ser processado por crime ambiental e estará sujeito a multa cujo valor varia de acordo com a quantidade de camarão, além da apreensão dos equipamentos de pesca.
A cadeia produtiva, que inclui pessoas físicas ou jurídicas responsáveis pela captura, conservação, beneficiamento, industrialização, comercialização e transporte  de camarões deverá declarar à Superintendência Estadual do IBAMA, uma relação detalhada do estoque das espécies existentes, indicando os locais de armazenamento. O escritório mais próximo no Litoral Norte fica em Caraguatatuba, na Av. Rio Branco, 880 - Indaiá. 
Educação ambiental
 A Câmara Temática de Educação Ambiental e Comunicação, está desenvolvendo ações, no sentido de conscientizar pescadores, comerciantes e consumidores sobre a importância do período de defeso para espécies mais visadas pela pesca na região. Entre as ações, serão distribuídos cartazes em pontos estratégicos nos quatro municípios do Litoral Norte. Qualquer pessoa pode aderir à campanha, solicitando o material pelo email apamarinhaln@gmail.com.
 O objetivo é estreitar o diálogo com a população, estimulando a adesão e o apoio aos defesos. Durante este período, os consumidores podem colaborar, exigindo a declaração de estoques que devem estar acessíveis nas peixarias, comprando somente camarão capturado antes do período de defeso (congelado/descongelado) ou optando por outras espécies de frutos do mar.
 Fonte: Assessoria de Comunicação - Fundação Florestal

sábado, 2 de março de 2013

Conheça Nosso Litoral: Museu Náutico de Ilhabela


Foto: Divulgação Museu Náutico de Ilhabela
Inaugurado em 2010, o Museu Náutico de Ilhabela conta com um valioso acervo de objetos como cristais, porcelanas, faianças, talheres de prata, artefatos de bronze, entre outros, datados do século XVIII até meados do século passado. Possui ainda toda a história da escafandria, mergulho profissional e recreativo com várias peças em exposição, além de maquetes dos principais naufrágios ocorridos na região.

São mais de 1.500 peças de vários naufrágios, inclusive peças compradas de antigos caiçaras, que presenciaram os fatos e assim perpetuaram a história, e objetos originais obtidas em desmanches de navios.

Grande parte da história social da região se esconde por detrás destes naufrágios, que 
constituem testemunhos arqueológicos fundamentais para o correto entendimento da nossa realidade.

Infelizmente, vários destes naufrágios têm sido explorados indevidamente por curiosos que desprezam o verdadeiro sentido da arqueologia submarina. Descaracterizam o ambiente e impedem que outros possam conhecer este patrimônio, prejudicando assim a realização de estudos mais profundos.

A costa do arquipélago de Ilhabela é repleta de acidentes marítimos ocorridos desde seu descobrimento. E é por meio da conservação desse patrimônio que o museu procura contar a história da navegação através de sua exposição.

Foto: Divulgação Museu Náutico de Ilhabela
Um naufrágio, não termina no fundo do mar. Fica na memória, encalha em documentos e permanece para sempre na história. Desperta o interesse e a curiosidade das pessoas."É uma cápsula do tempo".

O Museu está buscando novas parcerias, junto à iniciativa privada e ao poder público para ampliar e dar continuidade aos seus projetos, e também estar sempre presente na história da navegação dentro de um patamar de excelência e qualidade. Todo este material, serve para estudos e preservação da história náutica de Ilhabela.

Como Visitar?

Museu Náutico de Ilhabela:
Endereço: Rua Dona Isa, 25, Itaguassú (esquina com Av. Almirante Tamandaré)
Site: www.museunauticoilhabela.com.br
E- mail:museuilhabela@terra.com.br
Telelfone: (12) 3896-3840
Horário de Funcionamento: Diariamente, das 13h às 18h.
* Dados retirados do Site Museu Náutico de Ilhabela
TURISMO
Rede ManacÁ
Valorizando nosso litoral
Por: Diego Cardoso

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Harmonia entre turismo e conservação ambiental do Núcleo Picinguaba, no Parque Estadual Serra do Mar, conquista turista

Foto: Divulgação Fundação Florestal

O Núcleo Picinguada, do Parque Estadual da Serra do Mar (PESM), em Ubatuba, é um dos únicos trechos do amplo corredor de preservação ambiental que atinge a cota 0, ou seja, chega ao nível do mar. A unidade de conservação administrada pela Fundação Florestal conta com cinco praias na região norte do município: Brava da Almada, Vila de Picinguaba, Fazenda, Cambury e Brava do Cambury.

A visitação a estas praias é permitida, porém, é preciso tomar alguns cuidados para manter o ambiente preservado, sem prejudicar as espécies da fauna e da flora que nele habitam. Para as praias que só possuem acesso por trilha, a dica é entrar em contato com o parque e solicitar a presença de um monitor ambiental.

 
Na Praia da Fazenda está situado o Centro de Visitantes, que oferece estacionamento, duchas e sanitários aos visitantes. Tem mar calmo e areia compacta, ideal para todos os públicos, desde surfistas iniciantes até famílias com crianças. Esta praia incorpora uma série de ecossistemas associados à Mata Atlântica, como mar, praia, rio, mangue, restinga, mata e montanha. De lá, saem diversos passeios ecoturísticos, que podem ser escolhidos e agendados no momento da visita.

A Vila de Picinguaba, também conhecida como Vila dos Pescadores, é uma pequena praia habitada por uma comunidade tradicionalmente caiçara. Barcos e canoas de pesca colorem a paisagem, fazendas marinhas cultivam frutos do mar, como mariscos e vieiras, enquanto o visitante tem a possibilidade de saborear essas iguarias recém-retiradas da água. Orla pequena, de areias avermelhadas, mar calmo e azul-esverdeado compõem este cenário que propicia o descanso e o contato com a natureza.

Foto: Divulgação Fundação Florestal
Ideal para a prática do surf, a Praia Brava da Almada tem acesso somente por trilha, em meio a árvores centenárias e Mata Atlântica preservada. Saindo da Praia da Fazenda, esse passeio tem percurso de 4,2km, passa por paisagens que incluem o costão rochoso, com parada na Praia das Conchas, seguindo por trechos de Mata de Encosta até chegar à Praia Brava da Almada. Esta trilha faz parte do Passaporte Trilhas de São Paulo e recebe destaque pela beleza da paisagem, tanto da trilha como da praia.

A Praia do Cambury é a última do município e faz divisa com o Estado do Rio de Janeiro. Abriga uma comunidade tradicional caiçara e remanescentes de quilombo. O Núcleo Picinguaba do PESM oferece um interessante roteiro nesta região, incluindo, além da praia, cachoeiras, roda de conversa com moradores mais antigos e a possibilidade de um almoço tradicional na comunidade. Este passeio apresenta tem duração aproximada de 6 horas e os pontos de visitação deste roteiro podem ser adquiridos separadamente.

Deserta e paradisíaca, a Praia Brava do Cambury tem seu acesso feito por trilha. A duração do passeio, com 2,6 km de extensão, é de 4 horas, entre ida e volta. A trilha que sai da Praia da Fazenda percorre trechos de mata de encosta, passa pela Praia da Grosa, até chegar a Praia Brava do Cambury. Com fortes ondulações e beleza paisagística incrível, é considerado um reduto de surfistas que se aventuram em busca de boas ondas e tranquilidade.

Turismo sustentável
Nas praias do parque não é permitido pescar com qualquer tipo de petrecho, caçar ou retirar exemplares de qualquer espécie de plantas, mesmo que aparentemente mortas. Também não é permitido chegar com o carro até a areia da praia, coletar conchas, levar animais domésticos, acampar, fazer fogueiras ou churrasco, colocar som alto, nem tocar, alimentar ou estressar animais silvestres. Todo o lixo gerado no passeio deve ser levado de volta e depositado em locais adequados.

Segundo o gestor do Núcleo Picinguaba do PESM, Danilo Silva, esses cuidados visam manter o ambiente equilibrado. “As praias estão abertas à visitação e ao lazer, mas também têm esse viés de conservação. O ambiente costeiro é frágil, com grande complexidade biológica. Por estarem em uma unidade de conservação, essas praias se tornam refúgios naturais para animais marinhos e terrestres. Orientamos e pedimos a colaboração dos turistas para que este ambiente permaneça livre de vestígios e intervenções humanas. Desta forma, incentivamos o turismo sustentável e o convívio saudável entre o homem e a natureza”.

Dicas para um passeio agradável
Para aproveitar o passeio com conforto e segurança, é preciso levar alguns itens básicos, como: protetor solar, repelente, roupas de banho, óculos de sol e boné ou chapeu. Tênis e calça são obrigatórios nas trilhas. Recomenda-se levar lanche e água, pois nem todas as praias contam com infra-estrutura de alimentação.

Serviço
O Centro de Visitantes do Núcleo Picinguaba do PESM fica na Praia da Fazenda, região Norte do Município. O endereço é Rodovia BR - 101, km 08. As trilhas necessitam de agendamento prévio, pelo email pesm.picinguaba@fflorestal.sp.gov.br , ou pelo telefone (12) 9707-2426.

Para mais informações, ligue (12) 3832-1397, ou acesse o hotsite: http://www.ambiente.sp.gov.br/parque-serra-do-mar-nucleo-picinguaba/ .


Fonte: Assessoria de Comunicação Fundação Florestal

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ministério do Meio Ambiente vai mapear florestas brasileiras

Mata Atlântica uma das florestas mais 
ameaçadas do mundo
Foto: Marcelo Ferreira Amorim
Equipes de técnicos e especialistas começam a ser deslocadas este ano para a Amazônia, onde terão que mapear as florestas da região em detalhes.
Atualmente, apesar de o Brasil ser coberto por 60% de florestas nativas, os dados sobre estas áreas limitam-se a imagens da cobertura vegetal, por satélites, por exemplo.

O objetivo do governo é detalhar aspectos como a qualidade dos solos, as espécies existentes em cada área e o potencial de captura e emissão de gás carbônico pelas florestas.
Os investimentos para o levantamento somam, pelo menos, R$ 65 milhões. Os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foram contratados na quinta-feira (24) pelo Ministério do Meio Ambiente.
A proposta é que as equipes coletem em campo as informações sobre as áreas e analisem todo o material que vai compor o Inventário Florestal Nacional (IFN), que começou a ser construído em 2010.

“Em debates internacionais sobre mudanças de clima, por exemplo, saberemos que florestas são estas que temos, qual a qualidade de nossas florestas, teremos descoberta de espécies, conhecimento sobre espécies em extinção, além das informações sobre a distribuição desses territórios e do potencial de uso econômico das florestas”, explicou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

O inventário também reunirá informações sobre florestas situadas em outros biomas, como o Cerrado e a Caatinga.
Desde que o projeto foi aprovado, o governo mapeou florestas em Santa Catarina e no Distrito Federal, em uma fase experimental.

Para o levantamento no Cerrado, o Banco Interamericano de Desenvolvimento disponibilizou US$ 10 milhões e, em Santa Catarina, os técnicos descobriram florestas que estão sendo regeneradas naturalmente, sem que os especialistas soubessem que o processo estava ocorrendo.

Ao todo serão mapeados quase 22 mil pontos em todo o território nacional. Em toda Amazônia, haverá em torno de 7 mil pontos.

Apenas no Arco do Desmatamento, formado por Rondônia, centro e norte do Mato Grosso e leste do Pará e onde será iniciado o levantamento da região, serão levantadas informações de cerca de 3 mil pontos amostrais, distantes 20 quilômetros um do outro.

As informações detalhadas sobres as florestas brasileiras também devem balizar as políticas do governo para conservação da biodiversidade no território nacional e as novas concessões florestais.
“O Brasil só fez um levantamento como este uma vez, que foi publicado nos anos 1980, com dados dos anos 1970 e não foi um levantamento nacional.

Este é o primeiro 'censo' florestal e será o trabalho de maior envergadura de todo o planeta”, disse Izabella Teixeira.
“Normalmente vemos as florestas do ponto de vista de perda [desmatamento e queimadas]. Com o inventário vamos conhecer a floresta por dentro. Vamos obter vários resultados.
A ideia é que, de 5 em 5 anos, façamos novas medições”, acrescentou Antônio Carlos Hummel, diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), que está conduzindo o levantamento.

Além de dados sobre espécies arbóreas e sobre o solo, Hummel destacou que a população que vive no entorno das florestas também será questionada. Segundo ele, serão aplicados quatro diferentes questionários para saber como estas comunidades convivem nestes territórios.

Os dados serão divulgados parcialmente todos os anos, mas a conclusão de todo o levantamento só sairá em 2016.
“Normalmente vemos as florestas do ponto de vista de perda [desmatamento e queimadas].
Com o inventário vamos conhecer a floresta por dentro. Vamos obter vários resultados.

A ideia é que, de 5 em 5 anos, façamos novas medições”, acrescentou Antônio Carlos Hummel, diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), que está conduzindo o levantamento.
Além de dados sobre espécies arbóreas e sobre o solo, Hummel destacou que a população que vive no entorno das florestas também será questionada.

Segundo ele, serão aplicados quatro diferentes questionários para saber como estas comunidades convivem nestes territórios.
Os dados serão divulgados parcialmente todos os anos, mas a conclusão de todo o levantamento só sairá em 2016.

Dourados Agora/EC

80% do lixo eletrônico global segue para países em desenvolvimento, diz OIT


40 milhões de toneladas de lixo eletrônico são produzidas todos os anos
  • Geladeiras, máquinas de lavar roupa, televisões, celulares e computadores vão de maneira ilegal para serem reciclados em países pobres
    Foto: Fabiano Cerchiari/UOL
Um estudo da Organização Internacional do Trabalho, OIT, destaca toneladas de lixo eletrônico são produzidas todos os anos. O descarte envolve vários tipos de equipamentos, como geladeiras, máquinas de lavar roupa, televisões, celulares e computadores. Países desenvolvidos enviam 80% do seu lixo eletrônico para ser reciclado em nações em desenvolvimento, como China, Índia, Gana e Nigéria. Segundo a OIT, muitas vezes, as remessas são ilegais e acabam sendo recicladas por trabalhadores informais.

Saúde


O estudo "Impacto Global do Lixo Eletrônico", publicado em dezembro, destaca a importância  do manejo seguro do material, devido à exposição dos trabalhadores a substâncias   tóxicas como chumbo, mercúrio e cianeto.
A OIT cita vários riscos para a saúde, como dificuldades para respirar, asfixia, pneumonia, problemas neurológicos, convulsões, coma e até a morte.

Orientações


Segundo agência, simplesmente banir as remessas de lixo eletrônico enviadas países em desenvolvimento não é solução, já que a reciclagem desse material promove emprego para milhares de pessoas que vivem na pobreza.
A OIT sugere integrar sistemas informais de reciclagem ao setor formal e melhorar métodos e condições de trabalho. Um outro passo indicado no estudo é a criação de leis e associações ou cooperativas de reciclagem.
Fonte:  Rádio ONU